Exaltante momento <br>na construção do PCP
Assinalamos nesta edição do Avante!, o primeiro ano da morte de Álvaro Cunhal.
Na nossa memória permanece, gravada com aguda nitidez, a dimensão e o significado da homenagem que, então, lhe foi prestada pelos trabalhadores e pelo povo. Uma multidão oriunda de todo o País – militantes do Partido e simpatizantes, gente sem filiação partidária, membros de outras forças políticas, homens, mulheres, jovens e crianças, operários, empregados, estudantes, intelectuais – participou naquela que foi, seguramente, a maior cerimónia fúnebre alguma vez realizada em Portugal. Tratou-se da homenagem profundamente sentida a uma vida de luta que teve como referência constante e principal a defesa dos interesses dos trabalhadores, do povo, do País. Tratou-se da homenagem à coerência de quem fez da sua opção pelo ideal comunista uma opção de vida e a concretizou, exemplarmente, numa intervenção singular, quer no longo e complexo processo de construção colectiva do Partido Comunista Português, quer na acção revolucionária do Partido, decorrente do conteúdo desse processo, desenvolvida ao longo de décadas.
Essa intervenção, iniciada com a sua adesão ao Partido, aos 17 anos de idade, e prosseguida até aos seus últimos dias de vida, permanece hoje como património maior do «nosso grande colectivo partidário».
Não foram, apenas, setenta e cinco anos de militância – o que, por si só, seria assinalável. Nem foi, apenas, uma militância posta à prova com três prisões, uma delas com a duração de onze anos, oito dos quais em completo isolamento – o que seria, também por si só, caso para registo especial. Nem foi, ainda, o facto de, em todas as passagens pelas prisões fascistas ter resistido à brutalidade pidesca, negando-se sempre a prestar quaisquer declarações e procedendo, no tribunal fascista, a uma severa condenação da ditadura. Foram setenta e cinco anos de vida inteiramente dedicados ao Partido, setenta e cinco anos de militância revolucionária que, por um conjunto de circunstâncias, assumiram uma expressão e um conteúdo únicos e que, por isso mesmo, foram decisivos para a construção do PCP como partido revolucionário, marxista-leninista, com todas as consequências que isso comportava: a total disponibilidade para uma intervenção, em todos os momentos e situações, na luta pela defesa dos interesses dos trabalhadores e do povo português, a par da luta pelo objectivo de construção no nosso País de uma sociedade nova, liberta de todas as formas de opressão e de exploração, a sociedade socialista e comunista.
Momento maior do árduo mas exaltante processo de construção do Partido da classe operária e de todos os trabalhadores - e no qual Álvaro Cunhal teve papel determinante - foi o processo de reorganização de 1940/1941, hoje aqui abordado num texto de Aurélio Santos.
Na nossa memória permanece, gravada com aguda nitidez, a dimensão e o significado da homenagem que, então, lhe foi prestada pelos trabalhadores e pelo povo. Uma multidão oriunda de todo o País – militantes do Partido e simpatizantes, gente sem filiação partidária, membros de outras forças políticas, homens, mulheres, jovens e crianças, operários, empregados, estudantes, intelectuais – participou naquela que foi, seguramente, a maior cerimónia fúnebre alguma vez realizada em Portugal. Tratou-se da homenagem profundamente sentida a uma vida de luta que teve como referência constante e principal a defesa dos interesses dos trabalhadores, do povo, do País. Tratou-se da homenagem à coerência de quem fez da sua opção pelo ideal comunista uma opção de vida e a concretizou, exemplarmente, numa intervenção singular, quer no longo e complexo processo de construção colectiva do Partido Comunista Português, quer na acção revolucionária do Partido, decorrente do conteúdo desse processo, desenvolvida ao longo de décadas.
Essa intervenção, iniciada com a sua adesão ao Partido, aos 17 anos de idade, e prosseguida até aos seus últimos dias de vida, permanece hoje como património maior do «nosso grande colectivo partidário».
Não foram, apenas, setenta e cinco anos de militância – o que, por si só, seria assinalável. Nem foi, apenas, uma militância posta à prova com três prisões, uma delas com a duração de onze anos, oito dos quais em completo isolamento – o que seria, também por si só, caso para registo especial. Nem foi, ainda, o facto de, em todas as passagens pelas prisões fascistas ter resistido à brutalidade pidesca, negando-se sempre a prestar quaisquer declarações e procedendo, no tribunal fascista, a uma severa condenação da ditadura. Foram setenta e cinco anos de vida inteiramente dedicados ao Partido, setenta e cinco anos de militância revolucionária que, por um conjunto de circunstâncias, assumiram uma expressão e um conteúdo únicos e que, por isso mesmo, foram decisivos para a construção do PCP como partido revolucionário, marxista-leninista, com todas as consequências que isso comportava: a total disponibilidade para uma intervenção, em todos os momentos e situações, na luta pela defesa dos interesses dos trabalhadores e do povo português, a par da luta pelo objectivo de construção no nosso País de uma sociedade nova, liberta de todas as formas de opressão e de exploração, a sociedade socialista e comunista.
Momento maior do árduo mas exaltante processo de construção do Partido da classe operária e de todos os trabalhadores - e no qual Álvaro Cunhal teve papel determinante - foi o processo de reorganização de 1940/1941, hoje aqui abordado num texto de Aurélio Santos.